Oxum

Documentário: Eu, Oxum

→ Mês da Consciência Negra

Mês da Consciência Negra | Documentário: Eu, Oxum

Héloa e Martha Sales

Sábado, 10/11/2018 das 14:00 às 16:00

Gratuito

30 vagas por ordem de inscrição

*Imagem: Marcolino Joe

Neste encontro falaremos sobre o processo de produção do curta, sobre a complexidade de filmar um ritual, em documentar o sagrado. A proposta desta mesa é também falar sobre a diversidade, o preconceito e o abate religioso.

Sinopse

O curta “Eu, Oxum”, lançado de maneira independente em dezembro de 2017, narra de maneira sensível o cotidiano de seis filhas de Oxum, orixá feminino cultuado na umbanda e no candomblé. Acender as velas, trançar os cabelos, queimar as marcas no chão; colher as ervas, lavá-las e defumá-las: tudo faz parte de um ritual religioso secular, prática que muitas vezes é passada de geração para geração.

Vestidas de branco, com saias rodadas, as mulheres do terreiro contam sobre o primeiro contato que tiveram com a deusa Oxum, e quantos foram os preconceitos e medos superados para entrarem de vez na religião. Por representar a maternidade, Oxum é vista como representante da família, que tem grande importância nas religiões africanas praticadas no Brasil.

Em um terreiro do Vale do Cotinguiba, no interior do Sergipe, mulheres comandam os rituais do candomblé. Acompanhando o terreiro Ilê Axé Omin Mafé, na pequena cidade de Riachuelo (SE), as diretoras contam as histórias de inserção na religião, respeito às hierarquias, fé e os preconceitos sofridos pelas personagens. Na religião africana do candomblé, Oxum é a deusa do amor, da riqueza e da maternidade. Ela é a mãe mais bela e formosa dos deuses africanos, que amamenta e ama.

Héloa e Martha Sales

Héloa – É uma artista múltipla. Sergipana, licenciada em Artes Visuais, é atriz, cantora, compositora e bailarina. Filha de um músico e pesquisador de povos e manifestações tradicionais, autodidata e de uma cientista social, iniciou seus estudos ainda muito jovem, aos 14 anos. Estudou canto lírico e canto popular na Universidade Federal de Sergipe, como atriz se dedicou durante 10 anos ao teatro de rua, infantil e popular. Em seu histórico, possui mais de 15 anos de carreira de envolvimento e estudos em diversas linguagens e expressões artísticas que vão desde a cultura popular, tradicional e de matriz africana do seu Estado (SE) à arte contemporânea. Tem dois discos lançados, o EP “Solta” (2013) e o álbum “Eu” (YBMusic – 2016) que teve ótima repercussão na mídia nacional e internacional e segue em turnê pelo país, tendo já passado por diversos estados e festivais. Além disso, recentemente, Héloa lançou, em dezembro de 2017, o filme documental “Eu, Oxum” onde assina a direção e o roteiro junto com sua mãe, cientista social, Martha Sales
Martha Sales – Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe (2009). Mestranda em Antropologia pela UFS/NPPGA. Membro do Núcleo de Pesquisa e Estudos Afro-brasileiros e Indígenas – NEABI na Universidade Federal de Sergipe, do Grupo de Estudos Culturais, Identidades e Relações Interétnicas – GERTS e do Grupo de Pesquisas em Ciências da Religião na mesma universidade. Membro da Sociedade de Estudos Étnicos, Políticos, Sociais e Culturais “Omolàiyé”. Participou na organização da IV Semana de Cultura Afro-brasileira em 2007, participou na elaboração do Projeto Terreirarte desenvolvido pelo Centro Sócio-Cultural Afro-brasileiro OminMafé – Edital Petrobrás Cultural 2007, participação na organização do I Seminário de Estudos Culturais, Identidades e Relações Interétnicas em 2009, elaboração do Projeto e da Cartilha IDARÁ: Construindo Cidadania com as Comunidades de Terreiros – Edital Fundo Brasil de Direitos Humanos 2010. Consultoria técnica no Projeto “Resgate da Identidade do Povo do Brejão dos Negros: Perspectiva do Ser Quilombola” em 2011, participou na elaboração e coordenação técnica do Projeto Oxê: Educação, justiça e cidadania em 2016 pelo Fundo Baobá para a equidade, elaboração e coordenação do Projeto Olope Griots: Justiça e comunicação em ação de 2017, elaboração das campanhas “Meu torço, minha identidade” e “Awó Axé”, todos voltados às comunidades tradicionais religiosas de matrizes africanas, assina também o roteiro e direção do Curta Eu, Oxum lançado em dezembro de 2017.

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