Tema anual: Memória

Tema anual: Memória

2026

Imagem: Janela de casa do povoado Zelva na Lituânia / Arquivo Casa Museu Ema Klabin

memória está intimamente ligada à origem do museu: na acepção grega antiga, o museu é a casa das musas, inspiradoras da criatividade humana e filhas de Mnemósine (memória) e Zeus (poder). Apesar de ser um termo frequentemente utilizado em nossas atividades, pouco refletimos sobre os sentidos e implicações da memória.
Muitas vezes nos referimos à memória como algo que reside no passado, que precisa ser preservado e resgatado, mas, na verdade, a memória é fluida e mutável, um processo constante, realizado no presente, por meio do qual criamos e recriamos narrativas que fundamentam nossa identidade individual e coletiva, e nos orientam em direção ao futuro. Esta ação está no centro da atuação dos museus.
memória pode ser fruto de uma tradição, criando uma imagem de um passado idealizado que, na realidade, nunca existiu. Mas a memória pode também ser inovadora, trazendo elementos negligenciados ou ocultados, em busca de uma perspectiva mais abrangente e inclusiva que reconheça os desafios que enfrentamos hoje e aponte novos caminhos para o futuro.
Em 2026, daremos continuidade a esse amplo tema, que norteou nossa programação no ano passado, expandindo-o com novos desdobramentos. No primeiro semestre, teremos uma exposição que abordará, por meio da literatura, as memórias dos mais diversos habitantes da cidade de São Paulo, seguida por uma nova edição de nosso programa Jardim Imaginário, com uma intervenção de arte contemporânea no espaço do jardim da casa museu. No segundo semestre, apresentaremos uma inovadora exposição sobre a trajetória da família Klabin-Lafer, desde suas origens lituanas até seu estabelecimento no Brasil.