Caminhada
Volta negra pelo centro de São Paulo, com Cartografia Negra

Caminhada | Volta negra pelo centro de São Paulo, com Cartografia Negra

Coletivo Cartografia Negra
Raíssa Albano de Oliveira
Pedro Vinicius Alves
Carolina Piai Vieira

sáb, 11 abr
das 11h às 12h

R$ 10,00

35 vagas por ordem de inscrição

Imagem: Grupo de caminhada no bairro da Liberdade, em São Paulo. Foto: Acervo Cartografia Negra

O Coletivo Cartografia Negra convida o público para uma caminhada pelo centro de São Paulo que propõe olhar a cidade a partir de histórias tantas vezes silenciadas.

Percorrendo três pontos emblemáticos desse território, a atividade oferece uma experiência sensível e crítica, na qual memória, território e narrativas negras se entrelaçam para revelar as camadas da história urbana. Mais do que um passeio, trata-se de um convite a olhar, escutar e sentir a cidade por meio de registros visuais, mapas, desenhos e relatos que ressignificam o espaço e suas narrativas.

A caminhada é mediada por Raissa Albano de Oliveira, antropóloga, educadora e produtora cultural; Pedro Vinícius, poeta e artista visual; e Carolina Piai Vieira, educadora e pesquisadora, além de colaboradores do coletivo. A atividade se configura como um espaço de escuta, troca e construção coletiva de saberes, aberto a todos os interessados em vivenciar a cidade de forma crítica e sensível.

Criado em 2017, o Coletivo Cartografia Negra desenvolve projetos de pesquisa, artísticos e educacionais baseados na cartografia afetiva e na história afrocentrada, buscando ampliar e questionar as noções de território, memória e história em São Paulo.

Público-alvo

Público em geral

Cartografia Negra

O coletivo Cartografia Negra foi criado em 2017 e busca estimular, problematizar e construir noções de território, memória e história na cidade de São Paulo por meio de projetos de pesquisa, artísticos e educacionais baseados em cartografia afetiva e história afrocentrada. Com forte atuação em projetos culturais e educativos, o coletivo participou de exposições, rodas de conversa, cursos e documentários. Seus membros foram cocuradores da 13ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. Em 2023, participou da Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza e foi indicado ao prêmio PIPA. Também foi premiado com o Prêmio Pretas Potências na categoria Patrimônio Imaterial.

Raíssa Albano de Oliveira

É antropóloga (PUCSP), educadora e produtora cultural. Com especialização no curso Cidades em Disputa da Escola da Cidade. Com formação complementar nas áreas das artes plásticas, fotografia, urbanismo, seu trabalho procura desenvolver caminhos para o direito à memória, direito à cidade e subjetividades poéticas. Coordenou a pesquisa ``O legado de Gilberto Dimenstein`` no Instituto Gilberto Dimenstein, foi curadora da 13 Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo - Travessias. Foi coordenadora do Programa Trânsitos 2023: formação de lideranças em cultura do Instituto Tomie Ohtake. Tem textos publicados no Guia de Produção Cultural do Sesc e no livro Raízes e Asas: Memória para a autonomia negra da Casa Sueli Carneiro.

Pedro Vinicius Alves

É artista visual, poeta e pesquisador, integrante do coletivo Cartografia Negra. Nos anos de 2014 e 2015, trabalhou na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, auxiliando na produção do VII Festival da Mantiqueira (2014) e do VII Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias (2014). De 2013 a 2017 participou do coletivo de mídia independente Revista Vaidapé, onde atuou como poeta, articulador e curador do núcleo lúdico das edições 5 e 6, contempladas pelo PROAC-SP. Publicou o livro de poesias Caderno Negro em 2016. Como integrante do coletivo de arte DreamActing, participou da organização de eventos culturais em São Paulo, Zurich e Berlin. Com o coletivo Cartografia Negra escreveu artigos para revistas e participou como formador em Cartografia Cultural do programa de Formação de monitores das Casas de Cultura, de palestras, parcerias com artistas visuais como Gê Vianna e Jaime Laureano e das caminhadas “Voltas Negras”, que o coletivo realizou mensalmente de 2018 a 2020. Fez parte da equipe de curadoria da 13a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo e participou do desenvolvimento da obra “Root City”, trabalho audiovisual do coletivo exposta na Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza em 2023.

Carolina Piai Vieira

Atua como educadora e pesquisadora do coletivo Cartografia Negra, além de formadora do projeto Respeitar é Preciso!, do Instituto Vladimir Herzog. Formada em Jornalismo, foi aluna do Núcleo de Artes Afro-brasileiras da USP e atualmente é estudante de Mestrado em História Social (USP). Trabalhou como educadora no Projeto Observatório de Direitos Humanos em Escolas, do Núcleo de Estudos de Violência, e foi co-curadora da 13a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. Foi repórter na ARTE!Brasileiros, na Revista Vaidapé e trabalhou com produção de conteúdo na Cooperativa Paulista de Teatro. Atuou em grupos de teatro de São Paulo como atriz e assistente de produção. Com o coletivo Cartografia Negra, desenvolveu e expôs obra audiovisual na Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza em 2023.