Palestras presencial
Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana
Palestras presencial | Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana
Paula Nishida
sáb, 28 fev
das 11h às 13h
R$ 10,00
95 vagas por ordem de inscrição
Imagem: Sala de jantar da Casa Museu Ema Klabin na exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulitana, 2025. Foto: Nelson Kon / Arquivo Casa Museu Ema Klabin
Em diálogo com a exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana, com curadoria de Paula Nishida e Paulo de Freitas Costa, a programação de Cursos e Palestras da Casa Museu Ema Klabin propõe aprofundar as camadas da história material, social e simbólica da cidade em seu contexto pré-colonial. A iniciativa busca aproximar o público da história de São Paulo (antiga aldeia de Piratininga) um território com cerca de 4 mil anos de ocupação humana e mais de 90 sítios arqueológicos identificados no Município, ainda pouco reconhecidos pela maioria de seus habitantes.
A programação tem início com a palestra presencial da curadora Paula Nishida. A apresentação irá traçar um panorama dos contextos arqueológicos do município de São Paulo, destacando a distribuição, a localização e os impactos dos sítios identificados, e evidencia como a pesquisa arqueológica permite recuperar aspectos do passado da cidade pouco registrados na historiografia, mesmo em um território intensamente urbanizado.
A partir dessa abertura, o ciclo de encontros aprofunda os eixos curatoriais da exposição temporária, reunindo pesquisadores acadêmicos e especialistas. A programação segue com palestras online de Luis Symanski, que aborda o tema da arqueologia diaspórica (18 de março), Letícia Correa, dedicada ao Sítio Lítico do Morumbi (26 de março), e Ricardo Cardim, com o tema da Mata Atlântica (16 de abril). O ciclo inclui ainda oficinas e caminhadas presenciais conduzidas por Carolina Guedes, sobre pintura rupestre e arte de rua (28 e 29 de março), e pelo coletivo Cartografia Negra, com a atividade “Cartografia Negra: caminhada urbana e aproximação da arqueologia da cidade com a memória negra do século XVIII” (11 de abril). Nesse sentido, o objetivo da programação é apresentar a diversidade e a pluralidade de povos, práticas e modos de vida que constituíram o território paulistano ao longo do tempo, ampliando o entendimento sobre a formação histórica da cidade para além das narrativas tradicionais. Um relevante panorama sobre o passado da cidade que não consta nos livros de História.
Público em geral
Paula Nishida
Paula Nishida graduada em história pela PUC de São Paulo, com mestrado e doutorado em Arqueologia pelo MAE - USP. Atuou na área de Arqueologia Pré-Colonial, com ênfase em sambaquis, zooarqueologia, populações pescadoras-coletoras e antropologia marítima. Foi supervisora do Centro de Arqueologia de São Paulo (CASP/DPH/SMC/PMSP) entre 2010 e 2025, espaço de reflexão sobre a história da cidade a partir da Arqueologia Urbana.


