Habitar São Paulo por Espelhos da Quebrada
Poetas periféricas se apresentam na Casa Museu Ema Klabin

Habitar São Paulo por Espelhos da Quebrada
Poetas periféricas se apresentam na Casa Museu Ema Klabin

Naia Curumim
Matriarcak
Jéssica Chrispim
Maré
Larissa Cordeiro

Assista pelo YouTube (@CasaMuseuEmaKlabin)

sex, 2, 9, 16, 23 e 30 out 2026
às 19h

Imagem: Mãos de Jéssica Chrispim na gravação do seu episódio de Habitar São Paulo por Espelhos da Quebrada. Foto: Reprodução do canal @CasaMuseuEmaKlabin no YouTube

A coletânea Espelhos da Quebrada, realizada pela Grandir Lab, coordenada por Juliana Correia, traz um conjunto de poetas de cada região da cidade (Norte, Sul, Leste, Oeste e Centro) que apresentam em seus versos suas experiências, vivências, encontros e desencontros na metrópole paulistana.

A partir desta série de cinco livros, convidamos uma poeta de cada uma das regiões acima para que pudessem colocar não apenas na escrita, mas também na oralidade e na fala. Elas contam como elas  São Paulo e a forma que  esse centro urbano único habita a poesia e a arte de cada uma delas.

Jéssica Chrispim, Larissa Cordeiro, Maré, Matriarcak e Naiá Curumim performam de maneira livre sua arte por dentro da casa museu e relatam suas experiências e nuances da capital paulista. A esperança é de que seu trabalho possa impactar cada vez mais pessoas como um convite à reflexão do cotidiano da cidade e a singularidade relatada por cada uma através de suas poesias.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Naia Curumim (Trava da Oeste) é uma travesti indígena de 24 anos, nascida em Carapicuíba. Formada em Serviços Jurídicos pela ETEC Braz Paschoalin e em Teatro pelo Teatro Jorge Amado, atua na intersecção entre arte, educação, literatura e transformação social. Foi Agente Comunitária de Saúde durante a pandemia. Autora de Brumas Leves para Peitos Pesados e Manifesto Trans Marginal, desenvolve trabalhos em literatura, artes visuais e formação. Já participou da Bienal do Livro, FLIPEI, Sescs, escolas e universidades como USP, PUC-SP e IFSP.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Matriarcak é artista, poeta, escritora e comunicadora, com trajetória ligada à poesia, ao slam e à produção cultural. Também atua no audiovisual como assistente de direção e produção, além de desenvolver projetos autorais como diretora e roteirista. Sua experiência transita entre arte, comunicação, educação e produção, sempre buscando criar, contar histórias e aproximar pessoas por meio da cultura.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Jéssica Chrispim é poeta, escritora, produtora cultural e mãe atípica. Iniciou sua trajetória artística no teatro, integrando o Grupo Sopro por cinco anos, com apresentações na Funarte, Teatro Maria Della Costa e Virada Cultural. Atuou também no projeto #NaCena, dedicado à valorização de mulheres artistas na Zona Norte de São Paulo. Participa de slams, saraus e apresentações musicais. É autora do livreto Eu, Jéssica (2019) e do livro Histórias da Vida para aquelas que acreditam (2025), desenvolvendo projetos que unem literatura, ancestralidade e cultura.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Maré é poeta e produtora cultural nascida no ABC Paulista e criada na Zona Leste de São Paulo. Atua na cena cultural desde 2017, integrando o Movimento Aliança da Praça e tendo sido slammaster e organizadora do Slam Função, em São Miguel Paulista. É idealizadora do Sarau Sara, projeto que leva poesia às escolas públicas. Publicou A Maré Poética (Editora Grandir, 2021), integrou o coletivo SAC e atuou na produção da Batalha da Matrix, dos 9 anos da Batalha da Aldeia e do aniversário da Batalha do Escuro. Foi homenageada em 2025 pelo Núcleo de Mulheres do Hip-Hop ABC.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Larissa Cordeiro é cria do Jaraguá, herdeira da tradição da oralidade e trabalhadora da cultura. Idealizadora do Slam do Pico, coletivo literário e funkeiro da periferia noroeste de São Paulo. Cientista Social pela UNIFESP e curiosa pela vida, pesquisa políticas culturais com foco no movimento Funk. Acredita na cultura dos povos afro-confluentes, originários e periféricos como sistema imunológico social; e na biointeração como encruzilhada para a construção do bem-viver nos guetos do mundo.

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