Encontro presencial | Arte-papo Adriele Oliveira, Helena Silvestre e Lília Guerra, com mediação de Luz Ribeiro
qui, 6 ago 2026
19h30
gratuito, com sugestão de contribuição voluntária
100 vagas por ordem de chegada
Imagem: Luz Ribeiro. Foto: Noélia Nájera. Adrielle Oliveira. Foto: Denise Andrade. Helena Silvestre. Foto: Denise Andrade/ Arquivo Ema Klabin. Lilia Guerra Foto: Bruno Santos
O que significa habitar São Paulo? Como isso se reflete na escrita e na poesia? Quais memórias carregamos da porta para dentro e da janela para fora?
Baseado na exposição “Habitar São Paulo: relatos femininos”, em cartaz na Casa Museu Ema Klabin até dia 27 de setembro, as autoras Adrielle Oliveira, Helena Silvestre e Lília Guerra – que fazem parte da exposição com trecho dos livros “Favela: a flor da resistência”, “Quem me dera quedas d’água” e “Perifobia” – contarão um pouco suas experiências habitando São Paulo e como a cidade também habita seus escritos no nosso arte-papo. As escritoras também fazem parte da exposição, e poderão compartilhar conosco um pouco de seu processo criativo, as representações da cidade em seus livros e textos e a vivência de cada uma expressa na palavra escrita e na oralidade.
Para a mediação deste encontro, contamos também com a poeta-dramaturga Luz Ribeiro, artista paulistana que fez seu nome como slammer, e como escritora também conta os atravessamentos de sua vivência na sua trajetória e identidade dentro do território paulistano.
Público em geral
Adriele Oliveira
Adriele Oliveira é arqueóloga, artivista, artista visual e pesquisadora. Baiana de nascimento e paulista de criação, foi a primeira mulher negra formada em Arqueologia pela FURG. Desenvolve pesquisas sobre arte, memória, território e contra-arquivos, com destaque para o projeto Memórias do Nove e sua atuação em políticas de equidade racial. Mestranda no IEB-USP, investiga as relações entre memória e reparação, tendo na escrita uma ferramenta de resistência e transformação social.
Helena Silvestre
Helena Silvestre é escritora, ativista, educadora popular e psicanalista. Nascida em São Paulo, atua há mais de duas décadas em movimentos sociais ligados à juventude, gênero, racismo e direito à moradia. É autora de “Do verbo que o amor não presta”, “Notas sobre a fome” e “Quem me dera quedas d'água”, além de coautora de “O sistema e o antissistema”. Finalista do Prêmio Jabuti 2020 e do Global Black Woman’s Non-fiction Manuscript Prize 2024, é pesquisadora, editora da Revista Amazonas e graduanda em Saúde Pública pela USP.
Lilia Guerra
Lilia Guerra é escritora e técnica de enfermagem do SUS, nascida em São Paulo e moradora da Cidade Tiradentes. Autora de Perifobia, Rua do Larguinho, Crônicas para colorir a cidade e O céu para os bastardos, foi finalista dos prêmios Rio de Literatura e São Paulo de Literatura, além do Prêmio Carolina Maria de Jesus. Destaque da 23ª FLIP, desenvolve ações de incentivo à leitura e à escrita, especialmente nas periferias paulistanas, valorizando as histórias e memórias de seus territórios.
Luz Ribeiro
Luz Ribeiro é poeta, dramaturga, atriz e produtora cultural. Iniciou sua vida artística ainda na adolescência com poemas que depois eram queimados. Em 2011, começou a frequentar o Sarau da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa), de Sérgio Vaz, e desde então outros saraus e slams. Foi campeã do Flupp Poetry Slam Nacional (2015), campeã do Slam BR (2016), semifinalista da Coupe du Monde de Slam de Poésie (França, 2017) e uma das organizadoras da edição paulista do Slam das Minas. Atualmente possui diversos livros publicados, como Eterno contínuo (2013), Espanca estanca (2017), e seu mais recente lançamento Do naufrágio ao mergulho ou poemas de iniciação.



