Arte-papo com Ana Dias Batista
don, 26 ago 2026
11h30
gratuito, com sugestão de contribuição voluntária
100 vagas por ordem de chegada
Imagem: Ana Dias Batista com a obra Personagens Engolidos: Jabuti, cobra, jacaré, gente. Arco Escola Cooperativa, 2023. Foto: Julia Thompson
A nova edição do programa Jardim Imaginário na Casa Museu Ema Klabin será inaugurada com um Arte-papo entre a artista Ana Dias Batista e o curador Gilberto Mariotti, idealizador do programa.
Ana Dias Batista foi selecionada no edital Jardim Imaginário 2026, com a obra Sans, Souci., uma ação performática que parte das associações pretendidas por Ema Klabin, na arquitetura e na decoração de sua casa, ao palácio de Sanssouci, em Potsdam, a residência de verão de Frederico o Grande, rei da Prússia entre 1740 e 1786.
Performada por quatro atores especializados em apresentações como estátuas vivas, a obra convoca noções de trabalho e ócio, de produção e dispêndio, de ocupação e tempo livre.
Sans, Souci é uma série de quatro performances que serão realizadas nos dias 26 de julho, 2, 9 e 16 de agosto.
O Arte-papo propõe um diálogo aberto da artista com o público sobre o seu processo criativo e sobre a obra Sans, Souci. A conversa será realizada na área de eventos da casa museu.
Artistas contemporâneos e público em geral
Ana Dias Batista
Ana Dias Batista nasceu em São Paulo em 1978. Sua intervenção artística tem sido consistentemente sucinta nos meios, apesar da ampla gama de referências e de um variado repertório formal. Usando estratégias de reiteração e saturação de elementos do mundo, os seus trabalhos respondem criticamente aos contextos em que circulam. Paralelismos, coincidências, repetições e analogias atestam a sua intenção de organizar o mundo, de constituir uma linguagem. Desvios, ruídos e certa resistência à visibilidade, entretanto, frustram repetidamente a empreitada. Formada pela Universidade de São Paulo, onde concluiu o doutorado em 2014, Ana apresentou individuais na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte da Pampulha, entre outros espaços. A mais recente, Comigo-Ninguém-Pode, na Galeria Marília Razuk, convertia a galeria em uma loja de plantas. Seus trabalhos estão nas coleções da Pinacoteca, do MAM-SP, do MAC-USP e do Getty Institute, em Los Angeles, e em publicações como “Remains - Tomorrow: Themes in Contemporary Latin American Abstraction” (Cecilia Fajardo-Hill, Hatje Cantz, 2022) e “Artists and their Books, Books and their Artists” (Marcia Reed e Glenn Phillips, The Getty Research Institute, 2018).
Gilberto Mariotti
Gilberto Mariotti é curador do projeto Jardim Imaginário, doutor em poéticas visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA-USP (2006), professor de História da Arte na Escola da Cidade, coorganizador dos livros Museu Arte Hoje e Monumetria (2009) e coeditor de Contracondutas: ação político-pedagógica.



