Palestra online | A casa que habita a literatura de mulheres
Regina Dalcastagnè
qui, 17 jun 2026
das 19h às 21h
taxa de inscrição: R$ 10
95 vagas por ordem de inscrição
tradução e interpretação em Libras
Imagem: Ilustração sem título, de Manuela Dib / Acervo pessoal
A representação do espaço da mulher na literatura brasileira contemporânea frequentemente se concentra no âmbito doméstico. Mas, se a casa pode ser abrigo, ela também é lugar de enclausuramento e violência.
Na esfera privada, as dissonâncias e hostilidades sociais não desaparecem, em algumas narrativas, elas chegam mesmo a ser ressaltadas pelo convívio forçado, pelos segredos cochichados e pelas mágoas acumuladas. Pode-se dizer que a casa acaba reproduzindo, em pequena escala, a cidade, como um conjunto de espaços conflituosos que envolve pessoas em um constante jogo de poder.
Nesta palestra, trataremos das ambivalências da casa com o objetivo de refletir sobre a configuração desses espaços e suas ressignificações mais recentes na literatura brasileira de mulheres, o que pode nos permitir compreender melhor o estatuto do feminino em sua diversidade, seus condicionamentos, seus conflitos e também em sua resistência.
Público em geral
Regina Dalcastagnè
Regina Dalcastagnè é pesquisadora e professora titular livre de literatura brasileira da Universidade de Brasília. Criou e editou, por mais de 20 anos, a revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea. É editora do site Praça Clóvis: Mapeamento Crítico da Literatura Brasileira Contemporânea. Publicou, entre outros, os livros Uma história da literatura brasileira contemporânea: a narrativa (2026), Carolina Maria de Jesus: uma voz insubmissa na literatura brasileira/Carolina Maria de Jesus: eine unnachgiebige Stimme der brasilianischen Literatur. Edição bilíngue (2023), Un retrato sin pared: memórias, ausencias y confrontaciones en la literatura brasileña contemporánea (2022), O prego e o rinoceronte: resistências na literatura brasileira (2021), Representación y resistencia en la literatura brasileña contemporánea (2015), Literatura brasileira contemporânea: um território contestado (2012), A garganta das coisas: movimentos de Avalovara, de Osman Lins (2000) e O espaço da dor: o regime de 64 no romance brasileiro (1996).



