EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA | Vida Doméstica | até junho 2017

Ema Klabin morou nesta casa por mais de 30 anos, do começo dos anos 1960 ao final de sua vida.

 

Esta exposição, formada por documentos e fotografias de seu arquivo e objetos pessoais, busca lançar uma luz sobre o seu dia-a-dia na casa, seu modo de vida e a organização e infraestrutura necessárias para mantê-lo.

A vida em uma mansão desse porte, com uma moradora de intensa vida social, era o resultado do trabalho de uma grande equipe, que incluía cozinheira, copeiras, arrumadeiras, faxineiro, lavadeira, motorista e jardineiro, além de outros prestadores de serviços externos. Tudo isso exigia grande organização e controle, revelados pelas extensas anotações de Ema em suas agendas e cadernos, que nos permitem resgatar uma parte da história social da elite paulistana no século passado, com hábitos e costumes que quase não se praticam mais.

Ema era uma pessoa diurna, com uma rotina bastante regular. Normalmente tomava o café da manhã em seu próprio quarto e só saía de lá no final da manhã, para dar uma volta pelo jardim e almoçar. Durante as tardes, se não houvesse compromissos externos, permanecia na biblioteca, onde lia, escrevia, escutava música e recebia amigos e familiares próximos. O grande salão só era utilizado para receber grupos maiores em seus jantares e coquetéis, que giravam em torno de seus interesses como empresária, mecenas e filantropa.

Tudo era planejado com a antecedência que aqueles tempos permitiam. As malas de suas longas viagens, por exemplo, começavam a ser preparadas um mês antes da partida. Havia sempre tempo para encomendar tudo que faltasse, para comunicar a partida aos amigos e deixar todos os assuntos pendentes em ordem.

Curadoria: Paulo de Freitas Costa
Pesquisa e Montagem: Daniele Paro e Wipsley Mesquita
Projeto Gráfico: Lucas Lander