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Netsukes

As pequenas esculturas em marfim produzidas no Japão foram objeto de grande interesse dos viajantes ocidentais que tiveram contato com a arte japonesa, a partir do século XIX. Os Netsuke eram acoplados a pequenos estojos de utilidades (inro, recipientes para produtos medicinais, tabaco, ou dinheiro) através de uma corda. Esses utensílios eram sustentados pela faixa (obi) que fechava as peças tradicionais japonesas, como os kimonos.

Com as profundas transformações pelas quais passava a sociedade japonesa, os Netsuke caíram em desuso, e os artistas passaram a produzir outra forma de escultura em marfim, os Okimono, que não possuíam a funcionalidade dos Netsuke.

Introdução das Artes japonesas na Europa

Devido à política de isolamento do Japão em relação às nações ocidentais, o acesso aos objetos japoneses era restrito aos poucos mercadores e viajantes que se destinavam ao arquipélago. É difícil estabelecer qual a data inicial de inserção de objetos de arte japonesa na Europa, entretanto, nas décadas de 1850 e 1860 esse processo se torna evidente, e acaba gerando uma tendência nas artes conhecida como “Japonismo” (do francês Japonisme). Essa tendência se enquadra em um processo mais amplo, conhecido como Orientalismo, no qual a arte européia da segunda metade do século XIX assimila características das culturas ditas orientais, tidas como exóticas, em um período de plena expansão imperial das potências européias sobre a África negra, o Magreb, o Oriente Médio, o Extremo Oriente e a Oceania.

Assim, o Orientalismo possuiu íntima relação com o Imperialismo europeu, assumindo uma posição de dominação européia sobre as culturas tidas como inferiores, ao mesmo tempo em que despertava grande interesse das elites, sob o rótulo do cosmopolitismo.

Bibliografia:

GONSE, Louis. L1Art Japonais. Paris: Ed. Quantin, 1883.

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